Posé, posé, bon bagai!

Duas semanas, alguns desarranjos intestinais, uma gripe, muita tosse e dores-de-cabeça depois da última postagem. E muito trabalho também.
A última semana foi especialmente difícil por causa dessa gripe que me deu e de suas consequências que só agora logro mitigar. Quero ter algo parecido com uma rotina, mas enquanto o corpo não se entender com a água, comidas diferentes, horários desregulados, não vou conseguir. Como não tenho conseguido me exercitar com regularidade, o corpo também começa a sentir a falta da atividade física regular, e uma coisa puxa a outra e a vida segue difícil.
A frase que dá título a este post, aliás, quer dizer "beleza, gente boa!", em creole. "Posé" ouve-se o tempo todo. O povo e amigável, como já disse, mas há uma desconfiança generalizada em relação a brancos. E preconceito de negros e mulatos em relação a si mesmos, com os últimos se achando melhores que os primeiros e por aí vai. Nota-se pelas ruas que cidadãos de pele mais clara são mais abastados. Mas como todo pais em situação como a do Haiti, dizer que há um padrão é simplificar demais.
Choca ver carros caríssimos pelas ruas em contraste com as latas-velhas que circulam pelas mesmas ruas. Imagino como deve ser ofensivo para os mais desvalidos, num país que parece ter tão pouco a oferecer. Igualzinho a um certo outro país que conheço, aliás.
Postes de luz e semáforos que funcionam com energia solar
Voltando ao preconceito em relação aos brancos, a tese mais recente dá conta de que deve-se ao tsunami humanitário que tomou conta do país desde o terremoto. Há muitas organizações sérias, mas em meio a essas há as oportunistas. Os caras levantam milhões em nome dos desabrigados, gastam uma fração com o objetivo final - a tal ajuda humanitária - embolsam milhões e se mandam para colher os louros em casa. Eu também ficaria com um pé atrás.
Testando a função HDR do telefone


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