quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

2016

Entre tantas coisas sobre as quais escrever estou com vontade de escrever sobre nenhuma. Digo com sinceridade: tudo o que tem acontecido no mundo em 2016 me dá preguiça. Na verdade, não. O que me dá mais preguiça é a enxurrada de opiniões de especialistas de facebook, contra, a favor, neutras. Com todas, vem um caminhão de imbecilidades que nos deixa de queixo caído. Não gosto de polêmicas, assim, evito me envolver em discussões que não levarão a lugar algum. Na política brasileira, por exemplo, tenho amigos de todos os lados. Gente a quem considero muito, mas que tem opiniões bastante divergentes. De alguns consigo discordar abertamente, de outros, prefiro ficar na minha.
Não votei na Dilma, mas não concordei com a maneira como o impeachment foi conduzido. O governo dela estava insustentável, verdade, mas a alternativa até agora não foi melhor. Aliás, a alternativa lá atrás, na eleição, não era melhor, como todos sabemos. E o que muitos parecem não entender é que o problema maior é o Congresso, podre até os alicerces, aproveitou de todas as oportunidades para esculhambar ainda mais a situação toda, enquanto as "ruas" pediam "Fora, Dilma".  E sabemos que a renovação não virá, pois os mesmos coronéis conseguirão se reeleger. Paneleiros sumiram, os patriotas de camisa da CBF também. Até os bizarros pró-militarismo deram uma sumida.
A Lava-Jato é uma operação inédita em seu escopo e alcance, mas arbitrariedades não deveriam ser admissíveis. Pior é a enxurrada de denúncias contra outros setores da política, que parecem simplesmente ignoradas.
Racismo, terrorismo, pedantismo, ignorância, tragédias, incompetência, soberba, desdém, teve de tudo este ano e em demasia.
Então digo, chega, né? Boas festas e que 2017 não seja tão ruim e venha com alguma luz no fim do túnel. Ou será melhor desejar que o túnel não seja tão longo?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

San Andrés: Season Finale

Depois do almoço seguimos até Rocky Cay, de onde se avista esse navio encalhado. É possível chegar bem perto, caminhando sobre os corais.





Não se chega no navio mesmo, o que é proibido, mas em volta da ilhota há ótimos pontos para snorkelling. O mar estava bem batido, mas ainda assim alguns corajosos tentaram o mergulho.



Esta praia revelou-se democrática, com ótima estrutura, muita animação. A água mais próximo da areia estava bem suja, resultado da ventania dos dias anteriores. Neste horário o vento até deu um tempinho e pudemos curtir a praia.



Este ponto da praia ficava bem defronte ao nosso hotel, abaixo.


Zapatitos para andar sobre corais e pedras


Partindo do hotel em que nossos amigos estavam hospedados partimos para o passeio ao Aquário.




A profundidade da água por aqui parte de pouco menos de um metro, áreas em que a água é bem clarinha.

De uma ilhota a outra pela água.

Visibilidade atrapalhada pelo mar muito batido.


Escondendo a barriga.





Os dias de vento forte fizeram a alegria dessa turma aí.

Os desavisados acabam assim.

Mangue.


Quase não conseguimos fazer o passeio à mais famosa das ilhas da região, Johnny Cay. Com o mar ainda bastante batido, embarcamos para a ilha de manhã. Desembarcar foi fácil, embarcar no fim do dia foi problemático. Se estiver na ilha e o mar estiver muito batido, certifique-se de que há um pier onde desembarcar, ainda que flutuante. Quando fomos, não tinha e achei uma falha grave. O passeio é agradável, apesar da quantidade de gente que desembarca ali. De alguma forma os bares e restaurantes mantém uma ordem no caos. Você chega e é recepcionado por um guia e encaminhado a uma barraca/bar/restaurante. Ali, escolhe o que quer almoçar e combina o horário. Na hora marcada, ou quase, seu almoço é servido. 

Catch of the day: red snapper and sea bass (I think).






Depois de sacolejar no mar, tranquilidade na piscina


César, Marília, Bia e eu.


segunda-feira, 21 de março de 2016

San Andrés e o mar de sete cores - pt. 1

Já sei, já sei, faz tempo que eu não escrevo e blá, blá, blá. Tenho poucos mais fieis leitores, sei disso, e vocês sabem quem são.
Depois dos longos três meses de Haiti, outros dois e pouco de trabalho com apenas uma semaninha de recesso no meio, férias.
Das mais recentes, estas deram um trabalhão. Mas o trabalho foi para escolher para onde iríamos. São Francisco, Nova York, Canadá, Bahia, Curaçao. São tantas opções. Comemoraríamos nossos 15 anos juntos então tinha que ser legal. Eu lá no Haiti e a minha adorada aqui no Brasil, quebrando a cabeça. Depois de idas e vindas decidimos: uma semana em San Andrés, ilha no Caribe do ladinho da Nicarágua, mas território colombiano e uns 4 dias em Ouro Preto, na volta.
Começamos a pesquisa, escolhendo hoteis e voos. No meio desse processo, um casal de amigos muito querido resolveu viajar conosco. O hotel que tínhamos escolhido,  o Casablanca, era um tanto mais caro, ficaria pesado para eles. Muito bem avaliado no Trip Advisor e bem localizado, era nossa opção primordial. Conversamos e decidimos que, como nada fica muito distante de coisa alguma na ilha, cada um ficaria onde mais lhe aprouvesse. Passagens aéreas, bem, não tinha muita opção. Voamos Copa, via Panamá.
Na ida o primeiro problema. No aeroporto de Brasília houve um atraso inexplicável de 1h15, tempo exato da nossa conexão no Panamá. Que perdemos, obviamente. A Copa, no entanto, deu uma demonstração de profissionalismo que serve de exemplo para muita companhia aérea por aí. O pessoal de terra no Panamá, ciente do problema, tratou de resolvê-lo antes mesmo do voo chegar. Quando pusemos o pé no terminal, funcionários da empresa separaram os passageiros por conexão e lhes entregaram bilhetes de passagem para conexões em outros voos. No nosso caso, em vez de nos colocarem em hotel, nos mandaram para Bogotá, de onde tomaríamos outro voo para San Andrés. Em princípio houve uma certa irritação, afinal, o correto é nos colocarem em hotel até o próximo voo. Só que a Copa voa para San Andrés uma única vez ao dia. Assim, em vez de nos fazer perder um dia inteiro, perdemos apenas a tarde e a noite daquele dia, pois chegamos em San Andrés às dez da noite, quando teríamos que ter chegado ao meio-dia. Ainda assim, das perdas a menor. Chegamos muito cansados e o vento que fazia em San Andrés nos surpreendeu. Ventava muito e até os locais pareciam espantados.
Não pensamos demais. Cada um pro seu hotel e cama. Amanhã veremos o que fazer.


San Andrés é a maior ilha do arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, com um total de 26km².

O primeiro dia amanheceu com muito vento. O que apurei foi que uma massa de ar frio vinda dos Estados Unidos bagunçou o coreto em boa parte do Caribe. Apesar do vento forte, as temperaturas estavam agradáveis e a água do mar, descobrimos depois, continuou tépida. Não fizemos compromisso nenhum nesse dia, além de explorar um pouco a cidade, dar uma assuntada no comércio, sentar pra comer e beber. E só.
Arroz tres quesos con camarones, do PeruWok
Os passeios próximos, Aquário (Rose Cay) e Sucre (Johnny Cay), estavam fechados devido ao mau tempo. Cayo Bolivar foi fechada para visitas permanentemente por causa dos danos que o turismo desenfreado vinha causando.


No segundo dia alugamos um ATV e fomos dar a volta à ilha. Ventava muito e garoava no começo da manhã.
video


No caminho em torno da ilha muitas paradas para fotos, mas infelizmente nenhuma para banho. Locais como a piscinita estavam fechados por causa da "brabeza" do mar. Bem lá adiante conseguimos um local bacana para um banho rápido.



No caminho, o Hoyo Soplador. Belíssima armadilha turística. O mar cavou uma tubulação na pedra e, à medida em que as ondas batem, uma rajada de água sai pelo buraco. Não dá para saber sempre quando vai soprar forte, isso é para quem sabe contar ondas e estudar marés. Assim, perdi as melhores fotos.

O primeiro mergulho, não pudemos resistir, foi neste ponto da ilha. Ainda ventava muito e o local era um tanto ermo, sem árvores ou estrutura. Mesmo assim, difícil resistir à água cristalina.




Almoço logo depois no "Donde Francesca", com uma vista fantástica do mar. A comida, espetacular. Não resisti e fui de lagosta a R$ 90,00.