Bourbon Street Fest 2011

Brasília foi finalmente descoberta como parada obrigatória para shows internacionais. Ontem aconteceu a primeira noite do Bourbon Street Fest 2011, festival organizado há 9 anos pelo Bourbon Street Music Club, de São Paulo. Palco montado em área pública e atrações de boa qualidade fizeram da noite de sexta algo especial. O show começou com o sexteto do trombonista Delfeayo Marsalis. Tentei tirar algumas fotos, mas mesmo com o ISO da câmera regulado para 800, deixou a desejar. Afinal levei minha Powershot AS490. Só depois que vi que deixei a regulagem para 3MP e daí a qualidade das fotos caiu um bocado. Mas eis algumas:
Delfeayo entrou às 20:15, um belo atraso de 45 minutos, já que o início estava programado para as 19:30. Apesar de os jornais de Brasília anunciarem um grupo brasileiro abrindo os trabalhos, isso não aconteceu e a programação anunciada no site oficial do Festival, confirmou-se.


Aqui cabe uma crítica à organização. Estava muito difícil ver o rosto dos músicos, principalmente dos que se posicionaram à frente no palco. A razão disso é que só havia iluminação vinda de cima. Não havia refletores abaixo da linha do rosto dos artistas, nem na plataforma de som, distante uns 20 metros do palco. Isso se revelou um problema ainda maior quando entrou a atração seguinte, Nathan and the Zydeco Cha Chas:
 O zydeco é um ritmo muito alegre, típico da Louisianna, mistura elementos de blues, rock, soul com acordeom e "washboard". Não raro é cantado em francês ou creole.

 Já na segunda música Nathan desce do palco, mistura-se à multidão, causando excitação e confusão entre público, segurança e fotógrafos. Nada de mais, foi tudo muito bacana. O sujeito é uma figuraça, fazendo passinhos e dando volteios enquanto ataca as teclas de seu instrumento. Um ponto alto da noite, que tornou um pouco mais difícil a tarefa da atração a seguir.
É bem possível qua algumas das atrações sejam artistas de menor projeção em Nova Orleans, à exceção de Delfeayo Marsalis e da Dirty Dozen Brass Band, que fecha o festival hoje.
New Orleans Ladies of Soul entrou em seguida. A banda fez um warm-up e pareceu que eles precisavam mesmo, pois alguma coisa parecia estar faltando. O tecladista não parecia saber ajustar seus instrumentos, fazendo com que o som de piano soasse amadorístico. O band leader parecia um clone do Bill Cosby, comediante americano. 
O som deles parecia um tanto desarticulado e só acharam o rumo depois que entraram no palco as Ladies of Soul. Depois da segunda música as coisas até que melhoraram. O jovem baixista, apesar de tecnicamente muito bom, parecia deslocado. Ainda mais quando as vocalistas - nenhuma delas uma supermodel, mas nem um pingo incomodadas com isso - o provocavam. 



No frigir dos ovos, uma noite muito agradável e divertida, ajudada também pelo tempo, pois nem frio fez. Hoje os estilos apresentados serão o gospel, blues e "brass funk". Stay tuned.

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